quarta-feira, 2 de julho de 2008

Dia 2

Em terras inimigas

Já era dia de acordar, arrumar as bagagens e seguir através das fronteiras, para assim chegar a nosso ponto final. Saímos do albergue a procura de taxis que pudessem acomodar as inúmeras malas, enquanto procurávamos fomos surpreendidos por um senhor que ofereceu seu ônibus jardineira para nos levar até a rodoviária. Lá fomos nos naquela incrível maquina pilotada por um simpático senhor de uns 80 anos, outra viagem que nos rendeu inúmeras alegrias.

Chegamos à rodoviária prontos para seguir nosso caminho e atravessar a fronteira, o nosso ônibus leito já nos esperava para seguir adiante. Todos acomodados partimos deixando de vez o Brasil, no meio da viagem fomos surpreendidos por dois jovens que perguntaram nossa nacionalidade e o motivo da viagem. Por incrível que pareça os dois também estava na mesma que a nossa, iríamos todos rumo a Rosário estudar espanhol. A partir desse momento duas novas pessoas entrariam para o nosso grupo, formando assim 10 malucos que iriam encarar a vida em outro país sem saber de nada.

A viagem de Foz do Iguaçu até Rosário foi bem engraçada, conhecemos um motorista com a cara do Dede Santana, um chileno que doou para nos um vinho vindo diretamente da frança (morri de raiva, pois não pude apreciar aquela bebida) e um francês poliglota. Na nossa longa viagem de 17 horas fomos servidos com uma deliciosa lavagem na qual eles chamam de janta, alem de doses de uísque e champanhe (mais uma vez odiei eternamente aquele maldito medico que me deu aqueles malditos remédios). Agüentei firme e tentei descansar um pouco, mas isso não foi possível, não sei o porquê, mas nunca consigo dormir bem em um ônibus. Às oito horas da manha estávamos em Rosário, e o sol ainda não tinha dados as caras, isso mesmo oito da matina ainda é noite na argentina. Porem novamente toda a viagem foi recompensada.

Após algumas explicações já estávamos dentro de nosso apartamento, um lindo quarto de hotel com direito a aquecedor, banheira e televisão a cabo. Dessa vez assumi a liderança e tomei posse do quarto que possuía maior espaço e cama de casal, sim eu estou dormindo sozinho em uma cama de casal com um banheiro com banheira.

Com as malas deixadas nos apartamentos saímos conhecer a cidade nos perder por ai. Fomos ao centro almoçar e conhecer um pouco da lindíssima cidade de Rosário, que parece mais um país europeu. Bastaram apenas alguns minutos para perceber que a língua espanhola e muito mais que um simples “hola” ou mesmo um “gracias amigo”. Fui o primeiro do apartamento a organizar minha mala, os outros cincos são muito bagunceiros, por incrível que pareça. À noite fomos a um rodízio de pizza (e eu que eu achava que iria emagrecer alguns quilos por aqui) muito meia boca por sinal, e novamente passei vontade ao ver todos beberem as incríveis cervejas de um litro (Quilmes, Stella Artois e aquela que parece nome de corredor de formula um). Após toda essa comilança fomos a uma casa de chá degustar alguns cafés, e eu fui de soda e Te (chá preto argentino, na qual estou viciando).

Na casa de chá apareceu um menino de rua que me chamou muito atenção, um garoto com nome de Diego assim como do craque argentino Maradona, ele veio ate nós vender lenços de papeis coisa que não interessava a ninguém, ao conversar com ele dei lhe uma moeda de 10 centavos de reais dizendo que lhe traria sorte, com isso conquistei a confiança do garoto, que começou a brincar com a gente, e em um determinado momento o menino imitou o Stallone perfeitamente. Ao terminar sua imitação de Rocky Balboa disse a ele que era um grande artista, a partir disso o garoto começou uma seqüência de imitações muito perfeitas, fazendo me lembrar do filmes mudos de Charlie Chaplin.

Depois desse cansativo dia, volto para meu apartamento para descasar um pouco, e ver o que a linda Rosário me oferecerá amanha. Estou escrevendo esse sentado em minha cama quentinha enquanto lá fora o frio castiga os que ousam caminhar nas ruas gélidas da Argentina. Já são quase três da matina, todos meus companheiros já estão dormindo porem eu estou aqui escrevendo mais um dia da minha aventura em outro país.

P.S: Era para mim começa minha historia fictícia hoje, mas não sou de ferro tenho que dormir também, mas prometo que amanha começarei minha engraçada novela da vida real (eita clichê ruim)

Abraços a todos. Não sabiam que a distancia causava tantas saudades.

Por João Lopes

terça-feira, 1 de julho de 2008

Muitas e boas! dia - 2

Queridos e queridas, vamos a hablar del primero dia em rosário. Calma negada, vai ser escrito em português. Começando pelo começo, saímos no domingo daquele puta albergue e fomos ao centro de foz para pegar o buzão até a argentina. Como eu tinha passado o primeiro dia sem dinheiro em espécie, fui sacar uma grana e logo nossos novos amigos (também estudantes da UNIMEP) conosco pagamos R$10,00 para um tiozinho guardar as trinta malas que tínhamos, afinal 3 mulheres e João acabam por reunir muitas malas.

Se me permitem uma interrupção na narrativa, quero avisar aos leitores que o meu texto abrigará dois, portanto caso não interesse a você ler sobre a viagem de ônibus (que foi muito massa) pule diretamente para o subtítulo abaixo.

Voltando. Bom, não é nem necessário dizer que todos os motoristas argentinos fizeram piadinhas sobre “los brazucas” e sobre futebol. A primeira escala de ônibus ia até a cidade de Posadas e pegamos um ônibus de dois andares, impressionante a vista lá de cima. Dentro do ônibus pudemos experimentar o café argentino que é muito diferente, a maioria não curtiu, mas eu gostei; o café tem um gosto completamente estranho e pode ser bebido sem açúcar. Durante a primeira parte da viagem conhecemos um chileno, que logo abriu um vinho da sua terra, e nos contou que havia 5 anos que não via a família e que estava anciosíssimo; conhecemos uma paulistana meio lesada que ia para Buenos Aires acompanhando um estudante francês meio tímido que estava a caminho da capital Argentina para retornar à sua terra natal; e por fim, mais dois brasileiros a caminho de rosário!! Os caras são estudantes de economia na UEM (Maringá) mas são do estado de São Paulo, os caras são muito gente boa e se provaram extremamente prestativos na segunda parte da história (rsrssrsr).

Após um gole no vinho chileno, algumas trocas de experiências e muita besteira dita nos entrosamos e agregamos mais dois à turma de Rosário, ao pararmos em Posadas aguardamos por algum tempo pelo ônibus e na hora da partida a primeira das confusões, nosso amigos de Maringá haviam comprado poltronas que já haviam sido reservadas, porém depois de muito portunhol gasto, conseguiram embarcar na parte final da jornada.

Consegui uma poltrona na primeira fila do andar de cima, uma vista linda da estrada até que o frio (um puta frio!) embaçasse o vidro e nos impedisse a visão. Assistimos à televisão até que se servisse o primeiro drink. Para tudo, mas drink? No buzão? Sim, na argentina temos jantar, um drink antes e café da manhã pela manhã. Bom, no drink tomei um pouco de uísque (que meus pais me perdoem, mas não podia perder a oportunidade de tomar uísque em um buzão porteño), ao chegar o jantar comemos uma comida meio estranha, mas na minha opinião gostosa, jhonny num curtiu muito, por isso comí o arroz dele também (rsrsrssrs, gordo é foda), após o jantar, hora de mimí.

Chegando em rosário, a desgraça total

Chegamos pelas nove da manhã, e eu fui tentar sacar minha grana, mas quem disse que meu cartão passava? No caixa da rodô não havia dinheiro, passamos aquele já famoso perrengue para acomodar a bagagem nos táxis, gastei meus últimos pesos pagando, guardamos as tralhas e caí no mundo na busca de um banco que aceitasse meu cartão. No primeiro dia conseguí entrar e sair de bolsos vazio na maior parte do centro dessa cidade, que por sinal é linda. Estamos muito bem localizados em uma avenida enorme e estamos confortabilíssimos em um hotel em seis pessoas.

Nos bancos, descobri que apesar de internacional, meu cartão não estava autorizado a fazer operações, ou seja eu tava na roça. Na porra da agencia Itaú, a puta da gerente não quis me ajudar, o professor que coordenava a viagem também não pôde me ajudar e nesse momento descobri a força de criar boas relações, voluntariamente meus novos amigos me ofereceram U$100,00 de cada um para que eu pudesse pelo menos pagar a matrícula e depois quitasse as dívidas. Correndo contra o tempo, acabei recorrendo a uma atitude que sempre me recusei a fazer desde que saí de casa: pedir ajuda ao meu pai, que claro, nunca reclamou em fazer o diabo pra me ajudar. Deixando na hora o que estava fazendo (gostaria até de saber o que ele tava fazendo) e indo no banco pra resolver no banco. Vai e volta, consegui resolver os problemas e sacar dinheiro muitas horas depois e muito portunhol gasto depois, hablamos com uma pancada de gente, passamos por lindas garotas (que usam aquelas saias de pregas como nos hentais), mexemos com váááárias, falamos abobrinhas e conhecemos vários lugares.

Depois de umas brejas argentinas, to num café muito di fuder, usando o wi fi e sendo pressionado por todos os heróis sonolentos, que bravamente resistiram a 17 horas de viagem e tantas outras de problemas porteños.

No mais estamos bem e mandamos um beijão para os familiares, até a próxima e fuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Dia 1

O inicio de tudo

Começarei contando da minha despedida, onde as quatros pessoas que eu mais prezo estavam lá presente para me desejar uma boa viagem. A preocupação estampada no rosto de alguns dividindo espaço com um sentimento de felicidade e temeridade, uma sensação estranha para os dois lados, foi difícil deixar tudo para trás e seguir esse mês sozinho. Mas sem duvida essa experiência será de uma importância sem igual. O conhecimento de uma nova cultura, um mês de amadurecimento e essas novas experiências serão de grande valor.

Entrando no ônibus já esperava uma longa viagem, mas não às 15 horas interruptas de viagem com parada de 15 minutos (leia quase uma hora) em Cerquilho, palhaçada né. Mas a partir que tudo começou, nessa parada conhecemos outras vitimas, digo estudantes. Depois disso tudo começou a deslanchar a viagem foi mais rápida e divertida. Chegando a Foz, após passar por inúmeras cidades e suas lojas de auto-peças (meu Deus como tem loja de mecânica nesse estado), já tinha encontrado as pessoas na qual dividiria o meu quarto, por enquanto somo oito, veremos se até o final dessa viagem continuará assim.

Chegamos ao hostel (afinal albergue é coisa de filme de terror), que mais parece uma chacarazinha dessas de interior. Um lugar aconchegante, apesar da comida ruim, mas relevamos isso guardamos as malas e seguimos para as famigeradas cataratas, não aquela doença de olho, mas as quedas, dã.

Enfim a reserva nacional de Foz do Iguaçu, e logo de cara me deparo com uma figura chamada Epaminondas (não tem nada a ver mais eu tenho que postar isso, pois remete a uma grande historia), nosso guia nos indica tudo e lá vamos nós. Passamos pelo museu e adentramos no ônibus de dois andar mais frio do mundo, rumo às cataratas. Logo de inicio encontramos uma criatura estranha (não era um argentino), um quati caminhando livremente no meio de nós. A primeira vista das cataratas já encantava a todos, mas ainda parecia uma cachoeira qualquer. Depois de tanto caminhar naquela trilha chegamos ao ponto derradeiro, uma plataforma que seguia ate a famosa “Guela de Satã” ou então “Garganta do Diabo”, ali sim pude ver e sentir (frio) o que todos falavam, como toda aquela beleza pode ter esse nome. Toda a viagem e o frio foram compensados pela maravilha a minha frente. Subimos um elevador e ficamos na altura das quedas e só assim contemplamos por completa a beleza a nossa a frente.

Tivemos que ir embora, afinal toda nossa locomoção era a partir de horários pré-determinados. Deixamos para trás o Hopi-Hari ecológico, digo as cataratas. Do restante tudo correu normal, muitas risadas e ansiedade rumo a terra do tango, Argentina !!!!

Esse foi meu primeiro projeto da criação de um blog, onde tive que agüentar um baiano de tpm enchendo minha paciência, um atendente metido a Tom Cavalcante e uma platéia torcendo para o termino deste.

P.S: Alem desses textos pretendo escrever uma novela fictícia contando as peripécias ocorrias nessa viagem.

Por: João Lopes